love kills?

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domingo, 24 de abril de 2011

antídotos


então chega um dia em que cartas antigas já não representam mais aquele apego desgastado pelo que, convenhamos, nunca voltaria a ser legal como antes. elas acabam se tornando o que nasceram para ser, apenas uma poeira fácil de varrer. você joga fora e não sente falta. existem desvios que nos ensinam a caminhar olhando para todas as direções, pois certamente em cada uma delas existem antídotos e contaminações. nem sempre é preciso experimentar para ter certeza de que é certo ou errado, pois alguns erros já vêm com a bula escrita do lado de fora em letra legível. arriscar é uma opção que mais parece faca de dois gumes. enquanto isso, vidas se cruzam e descruzam por milhares de razões, e nessa bagunça, como identificar quais realmente deveriam estar em determinadas posições? como a imponente carta de tarô 'A Roda da Fortuna' filosofa, essas voltas inevitáveis ao nosso redor só indicam mudanças que nós mesmos aspiramos. atraímos exatamente o que emanamos, encontramos o tesouro que tanto procuramos, seja ele de pura lata ou riqueza inestimável. nós somos o que transparecemos ser, apenas um espelho borrado que reflete os nossos próprios desejos.