love kills?

love kills?

Pesquisar

sexta-feira, 25 de março de 2011

abrigo

aqueles rabiscos mal ensaiados que você tentou ler
eram tudo aquilo que eu queria e não conseguia dizer
e hoje se resume a uma simples foto bonitinha

confesso, tropecei em ilusões
busquei abrigo em suas palavras tão bonitas
que na verdade são repetidas a torto e a direito por aí

pensei que você fosse meu refúgio
mas confundi o paraíso com só mais um trem fantasma
minha parte fraca venceu e pisou em cima de meu cadáver

a cicatriz que fica é daquelas que movem lembranças
eu olho pra ela e bate o vento frio, perdido
igualzinho ao teu olhar, em que eu enxergava ternura
e era apenas educação

a única frase que saiu de minha boca você entendeu
como se tivesse assistido ao monólogo todo
e hoje ela vira refrão de uma letra cansativa 

porque só o que você sabe fazer é lapidar o vazio
olhar de baixo pra cima com um quê de desdém
indo ao que interessa pelo que julga atraente
em pequenas demonstrações pra não chegar de vez aos finalmentes

meu coração me traiu porque ele é do avesso e anda pelo lado de fora
distribuindo sonhos que ninguém se interessa mais
enxerguei em você uma solução
mas só encontrei problemas, problemas
desses que já passei antes e não pretendo passar mais

o melhor abrigo encontrei comigo
no ponto exato em que eu tinha que chegar
a única coisa que aprendi contigo é que
eu não quero, não posso e não vou te buscar