love kills?

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segunda-feira, 6 de junho de 2011

queda de braço

aquela tua força que eu tanto odiava
hoje é minha professora.
veja só como as coisas são, o cheiro de café dormido que tanto me lembrava a ti agora passa batido. você perdeu a manha de invadir meu pensamento. aquelas piadas que só a gente entendia, hoje escuto por aí e não esboço nem sequer um sorriso. tua janela no MSN pisca e eu deixo pra ler depois. as mesmas palavras que te entreguei jurando não dizer a mais ninguém, já foram repetidas em outros quartos, e cá entre nós, até soaram mais verdadeiras. parece que foi ontem que eu chorei pela última vez e prometi nunca mais sofrer. sabes que isso, ao menos, eu posso tentar cumprir muito bem.
'é como se eu estivesse à frente do governo e você na oposição' o primeiro verso que escrevi.
eu era mergulhada no egoísmo e você na auto-suficiência. e aquela tua força que eu tanto odiava hoje é minha professora. erramos feio a receita, mas nessa bagunça descobrimos um novo prato. estudei tanto suas firulas que hoje elas se aplicam a qualquer um. eu só atraio o mesmo tipo de gente, o que também não quer dizer que eu esteja à sua procura. é que aqueles seus pequenos defeitos (que tinham lá sua dose de charme) hoje me acompanham feito encosto apenas pra relembrar o por quê de ainda me manter longe. foi a maldição que ninguém proferiu. meses que se tornaram anos. outras pessoas tomando o teu lugar, que confesso, guardei sem muito cuidado. mas quem se importa com zelo quando se está na encruzilhada? você não faria muito diferente. não comece uma queda de braço com sua pretensão pra fazer de meus lamentos sua arma e me dar sermões logo agora. descobri paz num sorriso que nada lembra o teu. senti e re-senti sensações belas e perigosas. andei fazendo o que queria e o que não queria em nome da minha própria sombra, porque nunca acreditei em amores que vem e vão.  sempre defendi que só se vive algo intenso uma vez (por vez). você já deveria saber que contigo seria assim também. e agora que está novamente ao meu alcance, simplesmente não consigo mais sentir aquela coisa tão profunda de antes. será castigo ou prêmio por ter chegado ilesa até aqui?