eu só te peço que tenha paciência comigo, meu amor
aproveita cada quebra pau como uma ótima desculpa pra não dormirmos à noite ao fazer 'as pazes'
vamos pichar o muro de casa, e é capaz da minha mãe nem notar
vamos dormir até tarde pra começar a beber cedo
prometo que vai ser sempre assim
poemas ao acordar e deitar,
crises inspiradoras de ódio puro,
tudo puro, menos indiferença
porque indiferença é o truque dos fracos
e nós somos fortes demais pra fingir que não nos importamos com o que mais nos importamos
vamos ficar de pernas pro ar nas nossas sextas, sábados e domingos
e continuar com nossas composições que mais ninguém entende
sofrer calados,
olhando pro lado
o lado que escolhemos
*um do outro*
destino, poesia, boemia, mente aberta, cultura punk & skinhead, paixão pelo SPFC e ódio à flor da pele...
love kills?
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terça-feira, 13 de dezembro de 2011
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
sobre os meus últimos dias,
eu venho pedindo vodca porque água não faz a cabeça e sangue é muito difícil de limpar depois. pode até parecer que eu estou bem e que meu batom está perfeitamente alinhado (apesar do horário e das doses que já virei), mas por favor entenda que ainda estou de luto por nós. só não sei demonstrar. aliás, demonstro do meu jeito, em que está explicado o desastre.
é bem verdade que não preciso de você sempre que acordo, mas preciso todas as noites ao me deitar, mesmo que uma outra pessoa esteja se despindo no outro lado da cama. veja o ponto em que cheguei, escutando pagode escondido e lutando contra um choro mais ridículo do que essas letras (choradas).
andei tentando parar de fumar, mas Deus deve saber o quanto é difícil resistir ao vício acompanhada de tanta cerveja gelada. e sabe, também não é fácil dizer a mim mesma 'eu não vou ligar' e obedecer ao comando... juro que tento esquecer essa falta, esse vazio, esse VÁCUO dentro de mim carregando na maquiagem pra disfarçar olheiras e saindo noite após noite, fingindo sorrisos tanto quanto certas profissionais fingem orgasmos. é, sou digna de pena, admito, mas por favor, não repita isso em hipótese alguma. e se alguém te contar, finja surpresa.
caso me veja num barzinho, acene feliz mas não se aproxime da mesa, não pergunte como ando tampouco me ligue perguntando algo banal. me deixa curtir essa dor como se fosse minha própria comédia romântica (que ninguém assiste). me deixa aprender quanto tempo dura um choro, mesmo que se estenda e eu bata meu próprio recorde todos os dias.
me deixa ver até onde eu suporto a pressão, pois você me ensinou que quanto mais eu me conheço, menos ando parecida comigo mesma. ando patética, ansiosa, comendo de menos e bebendo de mais. ando substituindo seus beijos por ilusões sem graça. e agradeço à você, por permitir que eu vença essa luta sozinha, pois se não fosse assim não aprenderia jamais. e o mais triste é que tenho consciência disso ao invés de fazer o que qualquer outra faria, te fazendo de vilão da história só pra sentir pena de mim mesma.. quem diria, eu cresci!
e aqui estou eu, mais uma noite na frente do mesmo computador, digitando as mesmas coisas que deveria te dizer e nunca digo, mais por necessidade do que por orgulho, acredite. quem sofre não admite, a aceitação é sempre o último passo, o mais distante e impossível. pra eu chegar até lá ainda terei de subir muitos degraus bêbada e descalça, sonhando com a hora em que você abre a porta e diz 'vamos passar por cima disso'.
out/2010
domingo, 11 de dezembro de 2011
existe vacina pra amor?
- Não desperdice suas lágrimas. Lágrimas custam caro!
- Então cada um derrama o quanto pode pagar...
eu me deito ao teu lado com a cama vazia. já passou das três e nenhum sinal de vida. tudo que recebo é merecido, eu sei. é como preparar a armadilha pro próprio dono dela. mas você há de convir que cada capricho meu deseja mais chamar tua atenção do que te castigar. meu coração é mole, sempre foi e sempre será. ao contrário do teu, que tanto me ensina e se frustra, sem sucesso. existem manhas que eu não quero aprender. 'Você não pode confiar em ninguém', dizem. se é pra viver desconfiada de todos só pra evitar a dor da decepção, ainda prefiro aprender pelo caminho mais longo. patético, você diz.
antes de dormir eu choro agarrada ao travesseiro e enfrento o mundo ao acordar. consolo as amigas abusando dos clichês mais cretinos: 'não chore, tudo vai ficar bem, você merece coisa melhor, você dará a volta por cima...'. eu acredito numa fé que muitos fazem pouco caso, mas qual sentido teria a fé se já tivéssemos certeza de absolutamente tudo? cada pranto teu, contido, escondido e envergonhado, se contrasta do meu, tão exagerado e sentido.
e nos vendo assim, tão diferentes, me pergunto que função teríamos um ao outro, se não entendo tua dor tampouco ela me entende.
e ao lembrar do seu semblante ao acordar, do outro ou no mesmo lado da cama que eu, presto atenção na verdade mais assombrosa que se aplica a nós: não é preciso entender, é preciso agradecer ao se sentir, e posso falar por mim ao dizer que, mais do que te amo, te preciso, te sinto!
- Então cada um derrama o quanto pode pagar...
eu me deito ao teu lado com a cama vazia. já passou das três e nenhum sinal de vida. tudo que recebo é merecido, eu sei. é como preparar a armadilha pro próprio dono dela. mas você há de convir que cada capricho meu deseja mais chamar tua atenção do que te castigar. meu coração é mole, sempre foi e sempre será. ao contrário do teu, que tanto me ensina e se frustra, sem sucesso. existem manhas que eu não quero aprender. 'Você não pode confiar em ninguém', dizem. se é pra viver desconfiada de todos só pra evitar a dor da decepção, ainda prefiro aprender pelo caminho mais longo. patético, você diz.
antes de dormir eu choro agarrada ao travesseiro e enfrento o mundo ao acordar. consolo as amigas abusando dos clichês mais cretinos: 'não chore, tudo vai ficar bem, você merece coisa melhor, você dará a volta por cima...'. eu acredito numa fé que muitos fazem pouco caso, mas qual sentido teria a fé se já tivéssemos certeza de absolutamente tudo? cada pranto teu, contido, escondido e envergonhado, se contrasta do meu, tão exagerado e sentido.
e nos vendo assim, tão diferentes, me pergunto que função teríamos um ao outro, se não entendo tua dor tampouco ela me entende.
e ao lembrar do seu semblante ao acordar, do outro ou no mesmo lado da cama que eu, presto atenção na verdade mais assombrosa que se aplica a nós: não é preciso entender, é preciso agradecer ao se sentir, e posso falar por mim ao dizer que, mais do que te amo, te preciso, te sinto!
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