love kills?

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sexta-feira, 8 de julho de 2011

paz às seis

o céu azul que ninguém mais tem tempo pra ver
colore quadros que não eu tenho tempo pra riscar
mas sobrevive em sonhos sóbrios
como as músicas bregas que gosto porque me deixam triste
eles vivem dizendo por aí que tristeza enfraquece
a mim, humaniza

eu trocaria qualquer garrafa pelo vento do mato,
paz às seis da tarde
em que a única missa é olhar pro horizonte
e os bichos são santos
mas somos nós quem protegemos

e viver sabendo que pode ser, e é exatamente o último dia
procurar um lugar na multidão que não existe
e mesmo sabendo que no fundo nós todos estamos tão sozinhos,
encontrar refúgio no verdadeiro amor
e viver sabendo que pode ser, e é exatamente o nosso último dia