love kills?

love kills?

Pesquisar

sexta-feira, 22 de julho de 2011

um dia...


meu romantismo fode com minha pose de mau
tudo que eu quero está longe,
e o que está perto nunca me interessou

o comum me entedia, mas serve pra passar o tempo
nunca cuspo no prato que como,
pois nunca como o suficiente daquilo que não me satisfaz

eu aprecio as flores e as canções cafonas
poesias choradas e lembranças que ardem
me apaixono por olhares e não por toques

me entrego e desentrego
alma livre para gostar do que quero
seguir pegadas na areia, viajar pra qualquer lugar
que pareça longe o suficiente para ser eu mesma
caçando alguém que desfrute dessas pequenas insanidades

um dia eu canso dessa estrada larga,
e corro para as saídas estreitas,
viver um pouco na minha pele, pra variar
escutar o som do mar ao acordar
carregar pedrinhas numa sacola e namorar o vento,
enriquecer por dentro

esquecer das balelas e futilidades,
ser mais eu quando sofro,
esquecer dos sorrisos que disfarçam assuntos sérios

pensar e falar o que penso, me deixar levar
vencer a tristeza que se assemelha a embriaguez
puxar meu próprio tapete e me permitir rastejar
pela primeira até a milésima vez