destino, poesia, boemia, mente aberta, cultura punk & skinhead, paixão pelo SPFC e ódio à flor da pele...
love kills?
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quarta-feira, 20 de julho de 2011
retórica
foi necessário um longo caminho pra retirar a venda dos olhos
que até sangraram ao te pegar no flagra
e enxergar cada pequeno defeito que lhe torna uma pessoa cansativa e previsível
fazendo do amanhã um parque de diversões sem sal
que já não me diverte mais
nos esbarramos na contramão, foi quando tudo começou
de tudo ficou a certeza de que nem recordar vale a pena
você me fez entender porque tantas vezes preferi estar só
veja só o meu pior lado, foi de lá que você surgiu
como uma gripe dessas que não passam nunca
mas você passou, só não notou ainda
que morri em teus braços e ressuscitei em outros
que me protegem de venenos e ilusões que um dia ajudei a distribuir
eu mudei porque o mundo dá voltas,
e o raio que atirei das nuvens um dia me partiu ao meio
não quer dizer que você não vale nada
só não presta pra mim
apenas aprendi a dar valor a quem me faz bem
como um dia quero fazer a alguém
até o bizarro sabe chegar ao ponto do tédio
a simpatia deu vez a briga de egos
sinto muito
fiz tudo certo e não me arrependo em ter caráter
e não deixar meus erros escorrerem como lágrimas
não será um desfalque ficar sem você
falsidade, falsidade, falsidade, é tudo que você pode oferecer
é o que sobrou de ti
uma despedida meia boca para fingir que nunca mais nos veremos
nunca mais,
se depender de mim
