love kills?

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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

ampulheta

reféns do moralismo, escravos do padrão. você se acostuma a agir, pensar e falar apenas o que lhe é PERMITIDO, o que lhe foi imposto antes mesmo de se entender por gente. você concorda em ser obrigado a escolher apenas entre o certo e o errado, entre a esquerda e a direita e entre o doce e o salgado. e também é induzido a defender com todas as forças pela escolha que teve, só por orgulho, predicado dos fracos. você nasce e cresce com esse costume por receio ou falta de peito também. lhe falta dignidade para aceitar a ideia do próximo, mesmo que da boca pra fora seja obrigado a dizer que aceita sim. você acata tudo que seus pais falam, e então escreve a seus filhos a receita do fracasso. receita das gerações. você convive pacificamente com as guerras e os pré conceitos sociais, e se apega às aparências. você imita as modas descartáveis, sejam elas coloridas ou góticas. fuma o baseado que todo mundo fuma. defende as ideias ultrapassadas que toda sua turma acredita. você sabe que todos se vestem igual e pensam igual, e segue a mesma linha. você se torna imagem e semelhança dos seus erros. e agoniza no leito por nunca ter feito a diferença enquanto pode. é o preço de desviar dos sonhos por seguir o mais fácil e aceitável. você fez de tudo por se importar com o que todo mundo pensaria. e ninguém liga mais pra você.