destino, poesia, boemia, mente aberta, cultura punk & skinhead, paixão pelo SPFC e ódio à flor da pele...
love kills?
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quarta-feira, 17 de agosto de 2011
d i f e r e n t e
vozes alteradas, tuntz tuntz, mesmos drinks, mesmas pessoas
tentando não ser as mesmas naquele fim de semana
e no outro, a história se repete
talvez eu seja mesmo figurinha carimbada nos mesmos ambientes
mas aprendi a manha de não me misturar
de muitas opções, há poucas a se confiar
eu poderia não mergulhar em relações perigosas
dessas que deixam a sensação de engolir sem mastigar
mas é que ainda não sou imune a essas conquistas
e caio num desses buracos cavados por alguém que já planejava me puxar
de repente os elogios ficam repetitivos
escuto, mas não processo
eles escrevem belas desculpas já pensando em fazer a merda
foi quando aprendi que intensidade demais também cansa
ando diferente
preferindo sofá e cama
do que as velhas cantadas
olhares e convites de amizade
de toda semana
cansada de todos os caras e todas as minas,
todos iguais
reclamando de solidão com um time reserva completo no banco
e eu não me vejo assim,
prometendo o impossível pra quem não merece ouvir
foi daí que me peguei crescendo sem querer
ao entender que a questão não é quem mais gostei,
e sim de quem ainda gosto
você foi a melhor opção,
dessas que se deixa por último
que eu nunca esperei que pudesse aparecer
em uma dessas noites que hoje fujo.
