tem gente que se acha e não dá conta nem de sustentar a imagem que tanto quer passar...
destino, poesia, boemia, mente aberta, cultura punk & skinhead, paixão pelo SPFC e ódio à flor da pele...
love kills?
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segunda-feira, 30 de maio de 2011
parte 2
o que falar sobre quem só te faz bem?
parece milagre ao contrário (essa falta que você me faz). existe alguma palavra mais forte do que saudade? se tiver por favor me avise, pois a que conheço de repente ficou assim, fraquinha demais. ela não sabia que um dia eu iria te encontrar...
paz que vicia
te fazer de recordação é efeito de tarja preta, mas eu nem ligo.
por mim, que venha uma overdose de você... só não sei lidar com abstinência, pelo menos não com a sua! e esse feitiço esquisito, essa paz sem nome que você me transmite, também me traz um sossego inexplicável que não achei em nenhum outro lugar. posso até fechar os olhos e tentar escutar sua respiração de leve, mas infelizmente, não consigo. a energia é real demais pra se confundir. quando te vejo dormir do outro lado da cama eu penso 'estou exatamente onde eu queria estar'. prefiro tua presença que me faz esquecer do mundo chato lá fora, ou então seria: por que o mundo fica tão chato sem você?
qualquer fumaça anestesia o que já não tem solução
não seria fácil explicar o que não se explica, como a forma em que me completa mesmo sem pronunciar uma só palavra. basta te sentir pra tudo ficar bem novamente. eu poderia tentar falar de amor, só que disso não entendo nada. mas entendo todas as sensações boas que você me passa, como o modo em que me deixa boba só de pensar em te ter.
e o que eu sei de ti é o mesmo que sei de mim mesma: por algum motivo, eu não quero mais ninguém depois de você.
domingo, 29 de maio de 2011
30.05
seria fácil redesenhar corações em papéis usados, mas convenhamos, o Destino sabe aprontar quando quer. bem que saquei teu jogo fingindo não ter lido o manual, me aparecendo assim do nada pra fazer esquecer outras situações, e desse cuidado não quero reutilizações. seria muita baixaria de sua parte, a assim dizer, se não fosse o tipo de coragem que me encanta, estimula e me faz entrar na dança que não ensaiei. golpe baixo adivinhar minha preferência pela coragem cara de pau... mas que fique claro que jogo apenas pra permanecer em evidência, pois teu amor como prêmio não me interessa nem um pouco. é um vício perigoso até pra mim, colecionadora de todos eles. nem mesmo um domingo de ressaca fica imune a isso, eis o primeiro round que aceitei perder somente pra poupar forças para o próximo.
sábado, 28 de maio de 2011
uma coisa é ser indecisa, e outra é querer sempre voltar atrás.
e isso eu digo e repito: eu nunca quero voltar atrás!
a música que não temos
o poema que você nunca leu está escondido no seu travesseiro. aquela viagem que nunca vamos fazer consta no meu diário como a melhor de todas. e aquela música que não temos é a junção de todos os recados (bonitos ou desaforados) que disparei contra ti, mesmo que no fundo todos dissessem o mesmo 'te amo' com ar de 'não te quero mais'. quando o ódio vence com requinte de primeira dama, é sinal de que estamos distantes demais pra sabermos aonde irmos juntos. e mesmo com o mapa em mãos, eu me perderia milhões de vezes em qualquer abismo, contanto que te esbarrasse em qualquer contramão.
o poema que você nunca leu está escondido no seu travesseiro. aquela viagem que nunca vamos fazer consta no meu diário como a melhor de todas. e aquela música que não temos é a junção de todos os recados (bonitos ou desaforados) que disparei contra ti, mesmo que no fundo todos dissessem o mesmo 'te amo' com ar de 'não te quero mais'. quando o ódio vence com requinte de primeira dama, é sinal de que estamos distantes demais pra sabermos aonde irmos juntos. e mesmo com o mapa em mãos, eu me perderia milhões de vezes em qualquer abismo, contanto que te esbarrasse em qualquer contramão.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
quando o ódio vence com requinte de primeira dama
- Ele não sabia dar um fim, eu não sabia dizer 'Não'.
Logo, o que nos unia, passou a nos separar. Ou seria vice e versa?
a mágoa é a raiva triste
e por que eu perderia noites de sono ou farra pra resgatar palavras que só escutamos de quem não nos merece de fato, se perdi boa parte de minhas melhores qualidades ao buscar (por você) uma perfeição que nem sequer acredito que existe?
__________________________________________________
- lembra como eu era boba e absurdamente feliz?
- sim, nós duas éramos!
- mas porque só você consegue continuar assim?
__________________________________________________
seria o ego pai da solidão?
- Vocês se acham mesmo muito espertos, competindo entre si num ringue em que ninguém sai vivo no final...
É fácil olhar pra trás e enumerar os sacrifícios que fazem por outra pessoa como se não tivessem feito por vontade própria. Um dia a ficha cai e cada um reconhece o que fez de certo ou errado, e assim a tortura se finaliza quando automaticamente se inicia outra.
eu, que sempre acreditei no poder da sinceridade e de falar tudo que anda engasgado (nem que seja só pra ter certeza de que no fundo não era nada daquilo) e de cantarolar 'te trago mil rosas roubadas', me vi telespectadora de erros e promessas que após as crises, fazem brotar simples gargalhadas. é que mesmo a raiva me alegra mais cedo ou mais tarde. me faz sentir humana e ridícula. talvez eu não precise aprender sobre sentimentos porque pra mim, basta senti-los. o resto é consequência. e quanto mais me dizem 'Se abra', mais me fecho. é o preço que pago e na boa, ainda valer a pena ser assim.
sem resposta
- você se foi e eu fiquei
- aprenda a dar valor às pessoas que gosta e nunca mais passará por isso...
- pra você é fácil dizer adeus como se fosse a vítima da história.. logo você, que nunca fez esforço nenhum por nós!
- mas eu não te pedi anel de compromisso ou juras de amor eterno, o que eu precisava e não tive foi o básico: respeito, consideração e atenção. de que me vale presentes e papo furado vindos de alguém que não me acha importante de verdade?
__________________________________________________
universo particular
é quando algumas cenas do cotidiano se transferem a qualquer lembrança tua, e mesmo sem querer me alimento de ti em sonhos, cigarros e copos que se esvaziam ao passar da noite. corpos que se pertencem mesmo não estando lado a lado. surpresas delicadas que fazem da felicidade uma armadilha contra a rotina. meu amor, se o que importa de verdade é invisível e ninguém mais tem acesso, por que eu ligaria pra opinião de terceiros se nunca fez meu tipo pedir permissão a ninguém? se eu já te quis mais do que qualquer outra coisa, porque você foi a peça-chave para se montar aquele universo particular, ambiente somente nosso e sem vergonha de ser como é.
fevereiro
o bonito da vida são as pessoas que vem e vão, seja em seus conteúdos inúteis ou ricos em amor que não se explica.
- amor? me desculpe, mas eu não acredito nisso...
- uau, essa foi a coisa mais inteligente que você já me disse...
__________________________________________________
por que eu lutaria?
confesso que sempre dei adeus com sorriso de alívio, não por maldade, mas por malcriação. sabes muito bem que não sou do tipo de pessoa que senta e chora, então nos poupe de embaraços e se houver algo a ser dito, que seja de uma só vez.
por que eu daria o melhor de mim em vão logo agora, se minha intuição é carrasca e não me permite ir além pelo que no fundo, não deveria ter nem meu lado mais cretino? mas te direi o por quê (mesmo ele sendo o vilão da história), por mais que te deteste boa parte do tempo, existe uma forte sensação que me liga a você. porque eu lutaria contra ou a favor pelo que o próprio tempo deveria se encarregar?
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Logo, o que nos unia, passou a nos separar. Ou seria vice e versa?
a mágoa é a raiva triste
e por que eu perderia noites de sono ou farra pra resgatar palavras que só escutamos de quem não nos merece de fato, se perdi boa parte de minhas melhores qualidades ao buscar (por você) uma perfeição que nem sequer acredito que existe?
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- lembra como eu era boba e absurdamente feliz?
- sim, nós duas éramos!
- mas porque só você consegue continuar assim?
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seria o ego pai da solidão?
- Vocês se acham mesmo muito espertos, competindo entre si num ringue em que ninguém sai vivo no final...
É fácil olhar pra trás e enumerar os sacrifícios que fazem por outra pessoa como se não tivessem feito por vontade própria. Um dia a ficha cai e cada um reconhece o que fez de certo ou errado, e assim a tortura se finaliza quando automaticamente se inicia outra.
eu, que sempre acreditei no poder da sinceridade e de falar tudo que anda engasgado (nem que seja só pra ter certeza de que no fundo não era nada daquilo) e de cantarolar 'te trago mil rosas roubadas', me vi telespectadora de erros e promessas que após as crises, fazem brotar simples gargalhadas. é que mesmo a raiva me alegra mais cedo ou mais tarde. me faz sentir humana e ridícula. talvez eu não precise aprender sobre sentimentos porque pra mim, basta senti-los. o resto é consequência. e quanto mais me dizem 'Se abra', mais me fecho. é o preço que pago e na boa, ainda valer a pena ser assim.
sem resposta
- você se foi e eu fiquei
- aprenda a dar valor às pessoas que gosta e nunca mais passará por isso...
- pra você é fácil dizer adeus como se fosse a vítima da história.. logo você, que nunca fez esforço nenhum por nós!
- mas eu não te pedi anel de compromisso ou juras de amor eterno, o que eu precisava e não tive foi o básico: respeito, consideração e atenção. de que me vale presentes e papo furado vindos de alguém que não me acha importante de verdade?
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universo particular
é quando algumas cenas do cotidiano se transferem a qualquer lembrança tua, e mesmo sem querer me alimento de ti em sonhos, cigarros e copos que se esvaziam ao passar da noite. corpos que se pertencem mesmo não estando lado a lado. surpresas delicadas que fazem da felicidade uma armadilha contra a rotina. meu amor, se o que importa de verdade é invisível e ninguém mais tem acesso, por que eu ligaria pra opinião de terceiros se nunca fez meu tipo pedir permissão a ninguém? se eu já te quis mais do que qualquer outra coisa, porque você foi a peça-chave para se montar aquele universo particular, ambiente somente nosso e sem vergonha de ser como é.
fevereiro
o bonito da vida são as pessoas que vem e vão, seja em seus conteúdos inúteis ou ricos em amor que não se explica.
- amor? me desculpe, mas eu não acredito nisso...
- uau, essa foi a coisa mais inteligente que você já me disse...
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por que eu lutaria?
confesso que sempre dei adeus com sorriso de alívio, não por maldade, mas por malcriação. sabes muito bem que não sou do tipo de pessoa que senta e chora, então nos poupe de embaraços e se houver algo a ser dito, que seja de uma só vez.
por que eu daria o melhor de mim em vão logo agora, se minha intuição é carrasca e não me permite ir além pelo que no fundo, não deveria ter nem meu lado mais cretino? mas te direi o por quê (mesmo ele sendo o vilão da história), por mais que te deteste boa parte do tempo, existe uma forte sensação que me liga a você. porque eu lutaria contra ou a favor pelo que o próprio tempo deveria se encarregar?
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quinta-feira, 26 de maio de 2011
Ensaios
Histórias que se repetem não necessitam de ensaios
- Essa sua fantasia de fortaleza não me convence, ainda te enxergo como uma menininha perdida fazendo pose de auto afirmação.
- Eu era exatamente como você.
- Não, não era, você sempre foi pior...
Só se conhece a essência da alma quando se prova do próprio veneno. Conservei uma imagem indiferente, mas por dentro amoleci. Contigo é uma mistura bizarra do contrário. Palavras ardem como tapas e distribuem trocas de farpas, verdades e inverdades que se misturam ao acaso. Beijos que agridem contrastam com ligações que salvam o dia.
- Você me encantou como se fosse uma peça do Destino para Narciso.
- Contigo me sinto numa gangorra emperrada e de difícil mobilização.
- É porque você me irrita, me desafia, me ofende e testa meus limites.
- Mas sem você aqui tudo fica tão, mas tão sem graça...
Lado a
Encenação sem texto, álcool puro e sem gelo. Festa atrás de festa, 'bem que poderia procurar um lugar mais calmo esta noite'. Mas não, eu quero mais do mesmo. Afinal, não é meu espírito que está lá, só o corpo marcando presença no que não me interessa. Minha alma atingiu um nirvana pobre, está sempre distante e cheirando a cigarro, com rascunhos a se fazer mais tarde. A música? A de sempre, a que não gosto, mas alta o suficiente pra me fazer de surda entre os mesmos papinhos. Corpos me enquadrando como se fosse de meu agrado, me desvio pra não perder o resto de compostura que a embriaguez permite.Eu e minha velha ironia na ponta da língua, ela e meu melhor amigo, o sarcamo. E entre eles, aquela amizade suspeita, logo a que única pela qual eu colocaria a mão no fogo, me fazendo de mira por confusões sentimentais que nunca sequer provoquei. O pensamento, onde está? Como sempre, longe...
Lado b
E lá no longe está a outra parte da cena. Mais uma boca para a coleção. Risadas aleatórias, sensação esquisita de já ter vivido aquele momento antes, mas ah, era com outra pessoa... Ele não perde tempo com blá blá blá, o importante é nunca ficar sozinho, nem que seja sozinho a dois. O sacrifício é pequeno, apenas escutar lorotas pra se fingir de bom entendedor. Conquistar por parcelas, anunciar preços que sabe que ninguém pode pagar, e no outro dia? É apenas outro dia. A vida continua, afinal... Ninguém precisa de ninguém.
No fundo ele precisa. Ela pensa que precisa. Ela precisa. Ele não precisa. Não, não. Ele precisa, ela que não precisa.
Ele, ela, elas, eles, quem é quem, afinal?
Estão todos interligados entre si, causando furor por onde andam, cada qual em sua intensidade (ou superficialidade). Os lados se misturam, o enredo é o mesmo, mas os personagens sempre mudam.
- Não quero ser o pano de chão que você lava, esconde e depois reutiliza.
- Então não confunda meu amor com falta de amor próprio!
É como se profissionalizar em brincar de casinha num bairro invisível. Metáforas constroem textos, textos remontam o que já se despedaçou. O que fazer quando você pensa ser mais fraco que todo mundo, e encontrar alguém mais fraco do que você?
- Eu disse que te amo, não disse que me humilho.
- Já guardei muito rancor que era maquiado com teus beijos sabor remorso...
- Todos temos nosso lado canalha.
- Mas por que eu consigo dopar o meu lado e você não consegue dopar o seu?
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- Infelizmente, no balanço, teu saldo saiu negativo. Fez mais mal do que bem.
- Exagero teu, pois só senti coisas boas.
- Não é só o que se sente, é o que consegue aprender em cada situação.
- E amor puro, em si, não se aprende sentindo?
‘Daqui pra frente sou uma nova mulher’ ‘Daqui pra frente sou um novo homem’
O cupido sorri ao lado, testemunhando promessas momentâneas. A raiva às vezes tem o poder de se tornar humana e falar por si. É obvio que eles não estão preparados para novas fases porque ainda insistem nos mesmos erros. A dor do fim é do mesmo tamanho da beleza do amor que foi vivido.
- Não, você não endureceu meu coração, ao contrário, com a próxima pessoa serei melhor ainda do que fui contigo.
- Não quero mais saber, minha vida está só começando. Não tenho nada a falar da sua.
- Então pare de me procurar..
- É que quanto mais eu desvio, mais volto a te encontrar...
Olhos que se traem ao sorrir. Coração indiscreto fala pela boca que não tem. Sentimento que dá raiva por não ser controlável como brinquedos de pilha. Certas pessoas possuem o dom de fazer o passado se tornar página virada e tornar o presente um escravo de um tempo bom. É perfume traiçoeiro que adentra o quarto. Troca de promessas que não precisam de datas de validade, por isso, se tornam atemporais. Ódio e amor na mesma dose, tome um gole e veja o primeiro rosto que aparece em sua mente. Eu fiz e não me surpreendi.
- Me doei por completo e recebi apenas migalhas.
- Você é, infelizmente, desse tipo de pessoa que só dá valor quando a outra pessoa pisa.
- Pisei em todos, menos em você. Resultado? Ainda estou com as marcas dos sapatos no rosto...
- Acontece que você deu por fim o que ainda nem começou...
- Não importa mais.
- Importa... sei que você tem coração e eu estou ocupando esse espaço.
Suas injúrias me trouxeram fúria. Teu desabafo me fez perder o chão de um jeito bom. Cartas jamais escritas decoram sua cama, eu estaria lá se pudesse fechar os olhos. É que certas coisas não consigo falar, consigo escrever. Talvez por isso você me entenda melhor quando está longe. É como se a gente saísse do corpo ao sonhar, como sair do castigo sem ninguém ver. Sempre te encontro por lá.
- Jamais serei o mesmo contigo, é esse peso que você terá que carregar.
- Carrego todo peso do mundo com sorriso no rosto, desde que seja pra te fazer feliz.
O lado bom em não se acreditar em finais felizes é a sensação de não se ter nada a perder. Eu caio, você me estende a mão, mesmo que seja às gargalhadas. Você sustenta a onda que eu não tenho força para encarar, mesmo que não mova um só dedo.
Milhões de almas vivendo e revivendo os mesmos dilemas repetidamente.
Qual a probabilidade das almas certas se encontrarem nas horas certas?
26 de maio
abusei das mentiras sinceras para conquistar o que quis
e o que não quis também
não que queira machucar
mas nunca vendi ilusões
e o prazer às vezes se encontra na indiferença
em não sofrer com o peito pelo o que faria a mente rir
racional em briga de faca com o emocional
meu eterno dilema
o sangue sempre respinga em mim
errar às vezes é divertido
nos ensina o que a felicidade à pronta entrega não pode anunciar
assim fico em cima do muro
usando um binóculo e uma garrafa vazia como fachada
e aproveito o descuido dos outros para encenar mais um ato
tão fingido quanto um bom gemido
que me levará na primeira classe
o gosto bom em estar no lado avesso é acordar com a sensação daquela ressaca que a gente sabe que mais cedo ou mais tarde vai passar
e sempre passa
como todos os 26 de maio que conheci
quarta-feira, 25 de maio de 2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
continue
ninguém precisa saber o que ando fazendo
e olhe em volta, tudo que andava sem sal se recheou de sabor. é o preço do tempo, alegria repentina que brota nas noites mais melancólicas. no quarto dela, água pra matar ressaca. na rua, o papo furado que servia pra esconder tristeza se tornou companheiro de gargalhadas. 'não era pra ser assim', talvez, mas quando se lava as mãos para um lado é sinal de que tudo que podia ter sido feito, foi concluído com sucesso. e que o tempo cuide do resto então.
e as letras de renato?
uma voz inconfundível que me lembrou aquele meu cantor favorito. 'caramba, nós gostamos exatamente das mesmas coisas' (é aí que mora o perigo). curativos invisíveis que não andavam fazendo efeito se tornam preciosidade na simples presença de alguém que não esperava contar. músicas que não condizem com nada que anda vivendo se tornam trilha sonora.
- uma receita de medicamento forte que renda uma folguinha sem lucidez.
até demais
a verdade cruel é que o ócio só nos traz mergulhos em pensamentos do casamento mal sucedido entre o antes e o agora; é fato porém, que as boas histórias são sempre as últimas a serem contadas. pra quê levar a sério o cotidiano se ele nos presenteia com o breve sorriso do acaso? brincar sozinho não tem graça. todos buscamos a mesma coisa que não se alcança assim tão fácil.
- a festa não pode parar agora, ela está sempre no começo pra quem não perde tempo com o que perde a graça de uma hora pra outra. - eles dizem, eu entendo porque já repeti as mesmas palavras antes.
a dúvida
eu poderia voltar a ser do tipo que diz 'espero o tempo que for', até porque todo esse agito não me satisfaz. mas como saber se o acontece de repente é um sinal do que é certo? ninguém precisa saber o que ando fazendo, mas me pego pensando:
como saber se o vazio foi preenchido?
e olhe em volta, tudo que andava sem sal se recheou de sabor. é o preço do tempo, alegria repentina que brota nas noites mais melancólicas. no quarto dela, água pra matar ressaca. na rua, o papo furado que servia pra esconder tristeza se tornou companheiro de gargalhadas. 'não era pra ser assim', talvez, mas quando se lava as mãos para um lado é sinal de que tudo que podia ter sido feito, foi concluído com sucesso. e que o tempo cuide do resto então.
e as letras de renato?
uma voz inconfundível que me lembrou aquele meu cantor favorito. 'caramba, nós gostamos exatamente das mesmas coisas' (é aí que mora o perigo). curativos invisíveis que não andavam fazendo efeito se tornam preciosidade na simples presença de alguém que não esperava contar. músicas que não condizem com nada que anda vivendo se tornam trilha sonora.
- uma receita de medicamento forte que renda uma folguinha sem lucidez.
até demais
a verdade cruel é que o ócio só nos traz mergulhos em pensamentos do casamento mal sucedido entre o antes e o agora; é fato porém, que as boas histórias são sempre as últimas a serem contadas. pra quê levar a sério o cotidiano se ele nos presenteia com o breve sorriso do acaso? brincar sozinho não tem graça. todos buscamos a mesma coisa que não se alcança assim tão fácil.
- a festa não pode parar agora, ela está sempre no começo pra quem não perde tempo com o que perde a graça de uma hora pra outra. - eles dizem, eu entendo porque já repeti as mesmas palavras antes.
a dúvida
eu poderia voltar a ser do tipo que diz 'espero o tempo que for', até porque todo esse agito não me satisfaz. mas como saber se o acontece de repente é um sinal do que é certo? ninguém precisa saber o que ando fazendo, mas me pego pensando:
como saber se o vazio foi preenchido?
domingo, 22 de maio de 2011
despertar
e foi no meio do dia mais triste e frio, com a ajuda de uma simples frase de livro desconhecido, que pude levantar minhas forças confiando na máxima de que todo sorriso consegue ser mais forte do que qualquer pessimismo. o bem atraí o bem, o mal atraí o mal. sendo assim, quem se acha pequeno, assim continuará sendo. o Universo nos presenteia com o valor que acreditamos ter, logo, todos temos o que merecemos. o material morre num mundo só, enquanto o espírito sobrevive em todos. as coisas acontecem quando nos atraímos pela energia certa que combina com nossa personalidade. o amor está sempre acima das meras conquistas, e ele é em si, a única conquista que interessa!
sábado, 21 de maio de 2011
sexta-feira, 20 de maio de 2011
quinta-feira, 19 de maio de 2011
a verdade sempre vem a tona
nem tudo acaba em festa ou em mera indiferença
se o meu 'eu' do passado pudesse me ver agora, certamente me acertaria um golpe daqueles e diria: 'que porra é essa? pessoas boazinhas só se fodem'. essa escolha se tornou documento, assinei em cartório e pelo visto, sóbria que não estava. e agora já era, assim como cada gole possui seus riscos, cada poema dança com suas indiretas. eu já fui a diversão em pessoa e agora me contento com alguns versos só pra mim.
escolhas não se entendem, mas se aceitam
agora posso dizer que já estive dos dois lados (o cruel e o otário). e se dissesse que me prefiro como sou agora, estaria mentindo. e como não minto, faz parte do bang se arrepender por disparar verdades aleatórias que na maioria das vezes não merecem ser escutadas.
as tentações que tanto te atingem, nem sequer me despertam interesse
toda decisão traz consigo os prós e contras. eu, sentimental como ando, andei preferindo levar porrada para não renunciar ao lado piegas. já perambulei pelo caos como visita de honra, mas de que me valeu testar meus dois corações se nenhum deles alcançou um simples sonho? o que resta é essa paciência quase infernal de lidar com problemas que afetam diretamente o ego e amor próprio. luta diária (e injusta).
o mundo que tenta me tirar de casa é a própria causa da minha preferência pela paz
eu, que era feliz em cima do muro, fui arrastada pela minha própria inconstância que me pede pra decidir entre o que acho certo e o que promete felicidade instantânea. é quase como pedir pra tirar um braço. mas sacrifícios valem a pena porque nos revelam o que é importante ou não. eu vejo as mesmas festas que ajudava a organizar e hoje quando passo, dou tchau de longe. e como passe de mágica, nada mais corresponde ao meu perfil.
lágrimas que não caem viram versos
o Destino é um mafioso aposentado que se diverte às nossas custas, e ri ainda mais daqueles que não acreditam nele. talvez meus amigos estejam certos ao brindar a minha otarice passageira. talvez seja tudo um truque fraco em me testar para saber até onde vou e por quem vou. talvez eu tenha errado em mergulhar em sentimentos que parecem rasos mas na realidade são fundos como o oceano. não sei nadar sozinha.
enquanto escrevo por pequenas irrelevâncias tortas
o outro lado do espelho ri de mim por não querer abrir mão quando deveria. lutei contra egos e tomei surra atrás de surra. é o preço que se paga ao se cansar de ser si mesma. é fato que não me lembro de ter cansado, mas ainda estou certa de que o caminho certo é o que escolhi. algumas verdades precisam ser ditas, mesmo que as pessoas que realmente precisem escutar estejam sempre em outra estação. que as palavras voem como pensamento, então!
se o meu 'eu' do passado pudesse me ver agora, certamente me acertaria um golpe daqueles e diria: 'que porra é essa? pessoas boazinhas só se fodem'. essa escolha se tornou documento, assinei em cartório e pelo visto, sóbria que não estava. e agora já era, assim como cada gole possui seus riscos, cada poema dança com suas indiretas. eu já fui a diversão em pessoa e agora me contento com alguns versos só pra mim.
escolhas não se entendem, mas se aceitam
agora posso dizer que já estive dos dois lados (o cruel e o otário). e se dissesse que me prefiro como sou agora, estaria mentindo. e como não minto, faz parte do bang se arrepender por disparar verdades aleatórias que na maioria das vezes não merecem ser escutadas.
as tentações que tanto te atingem, nem sequer me despertam interesse
toda decisão traz consigo os prós e contras. eu, sentimental como ando, andei preferindo levar porrada para não renunciar ao lado piegas. já perambulei pelo caos como visita de honra, mas de que me valeu testar meus dois corações se nenhum deles alcançou um simples sonho? o que resta é essa paciência quase infernal de lidar com problemas que afetam diretamente o ego e amor próprio. luta diária (e injusta).
o mundo que tenta me tirar de casa é a própria causa da minha preferência pela paz
eu, que era feliz em cima do muro, fui arrastada pela minha própria inconstância que me pede pra decidir entre o que acho certo e o que promete felicidade instantânea. é quase como pedir pra tirar um braço. mas sacrifícios valem a pena porque nos revelam o que é importante ou não. eu vejo as mesmas festas que ajudava a organizar e hoje quando passo, dou tchau de longe. e como passe de mágica, nada mais corresponde ao meu perfil.
lágrimas que não caem viram versos
o Destino é um mafioso aposentado que se diverte às nossas custas, e ri ainda mais daqueles que não acreditam nele. talvez meus amigos estejam certos ao brindar a minha otarice passageira. talvez seja tudo um truque fraco em me testar para saber até onde vou e por quem vou. talvez eu tenha errado em mergulhar em sentimentos que parecem rasos mas na realidade são fundos como o oceano. não sei nadar sozinha.
enquanto escrevo por pequenas irrelevâncias tortas
o outro lado do espelho ri de mim por não querer abrir mão quando deveria. lutei contra egos e tomei surra atrás de surra. é o preço que se paga ao se cansar de ser si mesma. é fato que não me lembro de ter cansado, mas ainda estou certa de que o caminho certo é o que escolhi. algumas verdades precisam ser ditas, mesmo que as pessoas que realmente precisem escutar estejam sempre em outra estação. que as palavras voem como pensamento, então!
quarta-feira, 18 de maio de 2011
não é caretice, é coragem de abrir os olhos
qualquer um pode olhar em volta e perceber. tudo continua exatamente igual, e cansativo.
os joguinhos mudam de nível, as cantadas mudam de tom e os decotes mudam de cor, mas na essência são todos os mesmos.
tudo igual.
mesas, pistas e praças lotadas com os mesmos exageros e exibições.
egos em forma de gente.
inconsequencia, mentiras, excessos e futilidades, em músculos perfeitos que numa noite valem mais do que um caráter exemplar pela vida inteira.
futuro sendo queimado vivo pela chama da vaidade.
quem observa tudo com sorriso de canto é a sensação bandida de que quando se é jovem, tudo sempre dá certo no final.
eu aprendi que na prática não dá, e ainda sim continuei.
relutei em deixar de fazer parte por não saber se teria condições em viver de outra maneira.
o suficiente
uma noite observando a festa por fora e pude finalmente compreender: meu lugar é longe daqui, das turmas em que as loucuras corriqueiras se escondem pelo véu da embriaguez.
hoje é fácil perceber o que se confundiu pelo caminho todos esses anos:
os pequenos prazeres são consumidos rapidamente e nunca saciam ninguém.
o que vale a pena preenche e não se desgasta com o tempo.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
domingo, 15 de maio de 2011
o outro lado
um dia você terá a extensão de teu ser em outras vidas, e daí entenderá como possui um pouco desse tal Deus no peito, sem explicações racionais ou abstratas.
um dia você terá a extensão de teu ser em outras vidas, e daí entenderá como possui um pouco desse tal Deus no peito, sem explicações racionais ou abstratas.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
quarta-feira, 11 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
foco
eu acredito que após cada tempestade chega a calmariaquando ajo sem pensar, instantaneamente me vem uma calma intrusa (casada com cada cigarro, é claro), me fazendo perceber o que envergonha meus embaraços e confusões: eu não estou aqui por mera recreação, não posso controlar destinos nem manusear sentimentos, ou perder tempo e respeito com o que já deveria seguir naturalmente seu curso. orgulho, não te quero mais. e faz tempo. antes ser descontrolada e sincera do que mascarada sofrendo calada. minha dor sai aos goles e não em lágrimas. mas ao me ver perdida nesses dias de tantas revelações, só posso entender aquele recado como sinal. eu busco alma e coração, por mais clichê que pareça. rostinhos bonitos não me atraem. essa explosão de 'eu me acho' enche o saco. tanto demorei a entender que pessoas se tornaram números e ao invés de se rebelarem, passaram a competir entre si pela maior pontuação! confesso, eu não tinha pressa mas agora corro atrás dela. e sei que esse turbilhão de eventos simultâneos acontecem para me desviar da única coisa importante em que me propus de verdade: apenas ser alguém melhor.
quem foi que disse que seria fácil?
segunda-feira, 9 de maio de 2011
continuo mastigando os mesmos cigarros, e nenhum deles me sacia como tua gargalhada é capaz. como decoração viva, tua alegria de viver contra o mundo ainda ecoa pelos corredores. secretamente, eu sempre quis participar dessa luta. quando me ofereceu tua mão eu estava sem saída, e agora que a encontrei, vi uma foto sua sem querer. revelando em seu olhar muito mais nós do que apenas você mesma.
domingo, 8 de maio de 2011
E tudo que ela precisou dizer foi: "Não é porque as coisas estão assim agora que quer dizer que elas tenham de ser assim sempre"
sábado, 7 de maio de 2011
dedicatória
as cartas de ponta queimada entenderiam...
sabe aquela coragem de correr atrás de alguém no ritmo de 'tudo ou nada' que só chega após os últimos goles? era ela que me inspirava ao te xingar quase diariamente. eu, que me apaixonava e desencantava na mesma semana, me vi em sua porta empurrando o passado pra receber o futuro com pressa.
eu não conhecia o desespero até te conhecer.
parece que foi ontem, mas o tempo é malandro. aqueles anos tão bonitos se foram sem sequer conhecer a sobriedade. eu já te pedi perdão por falar demais e hoje, veja só, meu silêncio se desculpa por não mais conseguir se abrir.
os mesmos
é fato que tua forma mundana de viver ainda transpira e respinga em mim. Anthology - Ramones no último volume, estrelas contadas de uma calçada sem nome e abraços que substituem jacos. sim, ainda sou a mesma garota de temperamento duvidoso. você continua sendo o melhor exemplo de mau exemplo que já tive. aprendi contigo a ter peito pra demonstrar meu descontrole com sinceridade, e a ser mais forte do que a necessidade de parecer forte.
é como dizem, dois bicudos não se bicam. nos tornamos peças de um eterno desafio: tua maturidade medindo força com meu pior lado.
perdemos tanto tempo numa guerra que já começou com dois inimigos derrotados.
dedicatória
mas é bem verdade que nossos tropeços nos renderam boas opções. sabes que penso que nada é por acaso, e assim, passei a diferenciar gostar de amar.
pessoas perfeitas não me interessam, nunca interessaram. venho desviado delas por anos a fio. esse futuro estrategicamente conspirado pelos outros não me encanta. eles são todos iguais, gastam saúde pra ganhar dinheiro e depois gastam dinheiro pra recuperar a saúde. todos envolvidos nas mesmas fofoquinhas e jogos de sedução. você foi uma das poucas exceções e por isso cheguei até a pensar que algumas ilusões eram encostos para te afastar. mas hoje entendo: você nunca foi o meu destino.
pessoas diferentes se estranham, mas as muito parecidas se repetem, e não nascemos pra sermos meras sombras de cartas marcadas. te agradeço por cada escândalo, gargalhada e crise de choro que deixaram marcas dessas gostosas de se lembrar. por cada cigarro acendido pra conter um coro de palavrões e pneus furados. foram esses detalhes que nos elevaram ao grau máximo em que poderíamos chegar: sorrir e dar as costas. é o melhor que dedico a ti.
redenção
por muito tempo te fiz engolir verdades, lhe apontei o dedo na cara e disparei teus desastres um por um. logo eu, que sempre retruquei teus shows bizarros, hoje posso entender cada um deles como a chance perfeita para aceitar aquele final.
hoje sou eu que me redimo. chegou minha vez de acenar para a verdadeira partida. o duelo de egos só serviu para chegar a este exato momento: conhecer a mim mesma ao descobrir que o meu eu nada tinha a ver com o teu.
no meio de nossas confusões nasceram os reais golpes do Destino. já senti cada palavra dura tua como uma surra e tuas desculpas como um sopro pós mordida, e agora que crescemos o suficiente pra repetir as mesmas cenas com outras pessoas, tenho de dizer o que nunca tivemos coragem: aceito o fato, nós éramos apenas duas crianças perdidas. e as cartas só servirão para dar vez às novas lembranças. e o que era tão difícil, se tornou um simples alívio.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
as melhores verdades são essas que algemam o ego na cama e trancam a porta. elas são livres e transformam tua lembrança em música boa que só eu posso escutar. e são esses pequenos detalhes que tanto me aproximam de ti. é como se todas as vozes na rua fossem iguais a sua, perpetuando teu lado bom em mim. dizer que lembrei de ti seria mentira, pois pra se lembrar é preciso esquecer por algum instante antes (coisa que ainda não me atrevi).
quinta-feira, 5 de maio de 2011
quarta-feira, 4 de maio de 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
tapas
sobre esses tapas que o mundo nos dá de vez em quando, eles acabam amortecendo uma queda muito pior lá adiante. alguém um dia me ensinou a procurar somente o que faz bem. de vez em quando me perco no caminho e confundo o bem com o mal.
me desvio, não nego. são tropeços que causam cicatrizes dessas que olhamos e sorrimos após o passar dos anos. pessoas são pontes de ligações, basta distinguir quais nos trazem felicidade e quais nos levam às ruínas.
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