love kills?

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terça-feira, 24 de maio de 2011

continue

ninguém precisa saber o que ando fazendo
e olhe em volta, tudo que andava sem sal se recheou de sabor. é o preço do tempo, alegria repentina que brota nas noites mais melancólicas. no quarto dela, água pra matar ressaca. na rua, o papo furado que servia pra esconder tristeza se tornou companheiro de gargalhadas. 'não era pra ser assim', talvez, mas quando se lava as mãos para um lado é sinal de que tudo que podia ter sido feito, foi concluído com sucesso. e que o tempo cuide do resto então.
e as letras de renato?
uma voz inconfundível que me lembrou aquele meu cantor favorito. 'caramba, nós gostamos exatamente das mesmas coisas' (é aí que mora o perigo). curativos invisíveis que não andavam fazendo efeito se tornam preciosidade na simples presença de alguém que não esperava contar. músicas que não condizem com nada que anda vivendo se tornam trilha sonora.
- uma receita de medicamento forte que renda uma folguinha sem lucidez.
até demais
a verdade cruel é que o ócio só nos traz mergulhos em pensamentos do casamento mal sucedido entre o antes e o agora; é fato porém, que as boas histórias são sempre as últimas a serem contadas. pra quê levar a sério o cotidiano se ele nos presenteia com o breve sorriso do acaso? brincar sozinho não tem graça. todos buscamos a mesma coisa que não se alcança assim tão fácil.
- a festa não pode parar agora, ela está sempre no começo pra quem não perde tempo com o que perde a graça de uma hora pra outra. - eles dizem, eu entendo porque já repeti as mesmas palavras antes.
a dúvida
eu poderia voltar a ser do tipo que diz 'espero o tempo que for', até porque todo esse agito não me satisfaz. mas como saber se o acontece de repente é um sinal do que é certo? ninguém precisa saber o que ando fazendo, mas me pego pensando:
como saber se o vazio foi preenchido?