destino, poesia, boemia, mente aberta, cultura punk & skinhead, paixão pelo SPFC e ódio à flor da pele...
love kills?
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011
eu avisei...
...que sua importância se limitaria à esses recortes, cartas e poemas escondidos em cima do armário. eu sou mesmo do tipo boba que guarda tralha pra reler depois e acaba esquecendo da necessidade de se machucar com recordações boas. fiz bem ao jogar tudo fora, eu sei...veja só, há meses atrás eu sofria calada com meus próprios e repetitivos NÃOs, e tentava acreditar na verdade duvidosa que saía da minha boca como se assinasse o atestado de suicídio e brincasse de forca ao vivo comigo mesma. sempre achei que coisas melhores aparecem quando as últimas melhores coisas começam a piorar de uma vez só. lutei e relutei comigo mesma pra rejeitar o irrejeitável. confesso, eu pensei que nunca fosse passar. mas passou. seu fantasma hoje é apenas uma sombra fosca. sim, há alguém no seu lugar, lugar este que na verdade nunca foi tão seu assim.
domingo, 30 de outubro de 2011
o reencontro
te dei muito mais do que eu podia e ainda não recebi retorno. nesta altura do campeonato não me restarão muito mais do que pedidos de desculpa em tom de constrangimento e brincadeirinhas chulas pra amenizar a tensão.
em um desses encontros por acaso, talvez você me mostre sua lista de compras ou detalhe acontecimentos exageradamente felizes da sua última viagem. talvez me apresente uma amiga mais ou menos bonitinha e se esforce pra que eu sinta uma pontada de ciúme. e assim, talvez, apenas talvez eu me controle pra não quebrar sua cara e deixar um bilhete irônico com o dinheiro do analgésico enquanto piso em sua cabeça (sorrindo).
me desculpe se pareço indiferente ou mesmo enojada ao revê-lo, mas é que tudo que me fez ainda dói, e seria muito descaramento da minha parte desperdiçar um momento como esse te abraçando ou encenando sorrisos efusivos.
naqueles nossos últimos dias, te pedi pra que me batesse forte, depois me arrebentasse com palavras rudes pra que ferisse bem fundo e eu lembrasse daquela dor cada vez que olhasse a cicatriz. mas você preferiu me machucar em parcelas, prestações demoradas e palavras indigestas, dessas que fazem perder o sono e fazer da pessoa mais segura do mundo totalmente diminuída.
eu não te perdoei pelo que fazia há meses atrás e nem vou perdoá-lo porque meu estoque de santidade se esgotou no mesmo dia em que te rejeitei e morri por dentro. você me fez sentir amor ao avesso. quantas e quantas noites me peguei pensando: 'será que estou pagando por todo o mal que já causei?' e soletrei teu nome como mandinga pra te esquecer. em vão.
- o que eu posso fazer pra mudar as coisas?
- não é o que você pode fazer agora. é o que você já fez e não deveria ter feito.
sábado, 29 de outubro de 2011
renúncia
algumas pessoas não muito sãs vêm me fazendo belas promessas e eu ando fingindo que nada percebo. talvez seja o Destino te traindo e me mostrando que a vida continua, sim, mesmo sem você ao meu lado.
mas nem que eu morra numa balada com um monte de gente de beleza plastificada (e vazia), nem escutando um tuntz tuntz ensurdecedor ou tendo acesso VIP à mesa de bar mais descolada da cidade, nem por um milésimo de segundo eu seria feliz (seja com rodadas, fumaças ou falta de roupas de baixo).
o fato é que nada me preenche como o seu olhar triste após uma briga daquelas. e ninguém pode substituir aqueles abraços seguidos de tapas, palavrões e frases de amor. nem um saco sem fundo com toda a grana possível pode comprar o meu amor, esse mesmo amor que te dei de graça, sem esperar nada mais do que beijos apaixonados e fios de cabelo cheirando à cigarro grudados nas roupas.
sinto muito em chorar sozinha ao invés de ir ao teu encontro e te pedir uma chance, e também sinto muito que você faça o mesmo, mesmo que seja do seu jeito. talvez eu apodreça no quarto ou numa festa cheia de investidas sem graça, mas no fundo dá na mesma.
sem você aqui, nada mais importa. nem mesmo as palavras bonitas que me dizem, e que eu nunca te disse. como eu queria ter dito. e como eu queria que você estivesse me dizendo agora!
mas nem que eu morra numa balada com um monte de gente de beleza plastificada (e vazia), nem escutando um tuntz tuntz ensurdecedor ou tendo acesso VIP à mesa de bar mais descolada da cidade, nem por um milésimo de segundo eu seria feliz (seja com rodadas, fumaças ou falta de roupas de baixo).
o fato é que nada me preenche como o seu olhar triste após uma briga daquelas. e ninguém pode substituir aqueles abraços seguidos de tapas, palavrões e frases de amor. nem um saco sem fundo com toda a grana possível pode comprar o meu amor, esse mesmo amor que te dei de graça, sem esperar nada mais do que beijos apaixonados e fios de cabelo cheirando à cigarro grudados nas roupas.
sinto muito em chorar sozinha ao invés de ir ao teu encontro e te pedir uma chance, e também sinto muito que você faça o mesmo, mesmo que seja do seu jeito. talvez eu apodreça no quarto ou numa festa cheia de investidas sem graça, mas no fundo dá na mesma.
sem você aqui, nada mais importa. nem mesmo as palavras bonitas que me dizem, e que eu nunca te disse. como eu queria ter dito. e como eu queria que você estivesse me dizendo agora!
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
o conto triste
convenhamos,
acho que estamos lendo Caio F. demais nas nossas noites de fins de semana. e nos embriagando demais na sua copa, deixando gotas de álcool como rastro pelo chão. sozinhos na multidão. no mesmo quarto, no mesmo bar, por todo lado, menos no mesmo sentimento. acho que você errou o golpe quando a faca nos atingiu, porque ao invés de doer de uma vez só, ela nos forçou à sorrir pela ilusão momentânea de que tudo teria um fim naquele instante. mas o fim não veio, e assim a coragem de continuar se foi. o suicídio é lindo para os fracos, mas nós nem fracos o suficiente fomos pra ferir o necessário. o corte é igual mas a dor não é a mesma. nos abraçamos em sonhos, caímos em abismos rasos na vida real. e nem de lá conseguimos nos levantar.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
a arte de superar
sim, rasteje se for necessário...crave as unhas na ferida e deixe o sangue escorrer. libere as lágrimas. permita que doa, mas que doa logo tudo de uma vez, pra acordar no outro dia de cara inchada e dizer 'err, não dormi muito bem'. não há vergonha nenhuma nisso, acredite.
é que existe essa cultura ridícula de todo mundo parecer muito forte, fatal, insuportável e inatingível, mas cá entre nós, só sendo muito burro pra acreditar nisso tudo. são apenas máscaras de defesa que no fundo, não protegem ninguém.
você pode ser maior do que isso e fazer um poema que diga o que a coragem não consegue cara a cara. pode ser você mesmo e engolir o orgulho, jogar fora toda mágoa contida e se libertar para as próximas que ainda virão. faz parte do jogo.
há mais valor na sinceridade passional do que na arrogância ácida e tão tão vazia...
na próxima vez em que pensar em despejar o veneno no ar, respire tudo a si mesmo e crie imunidade a isso. supere, vá em frente. é o que somente os fortes tem o dom nato de fazer (mas todos um dia, podem aprender).
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