é como manter uma fotografia sua na mente e psicografar o verso dela com meus delírios que não necessitam mais de álcool nenhum. uns dias atrás parei pra pensar como o mundo é imperfeito pra existência de alguém tão assim.. como você!
e acordei dispensando quaisquer manias irritantes apenas pra pôr em prática os pensamentos que não tive antes. eu queria poder ilustrar teu caminho com flores e lhe tirar as melhores cartas de tarô, ler o seu futuro e dizer com convicção 'aproveite a felicidade!'.
e me perguntei por que no mesmo mundo de sentimentos tão bonitos ainda resistem aqueles braços pequenos que se afogam numa imensidão d'água suja por puro prazer... e por que a inveja, a ganância, o despeito, a vaidade e o orgulho percorrem o que é sagrado demais pra se permitir atingir. e se atingem mesmo assim.
se te revelo meus maiores segredos, deixo escapar o que você sempre soube. eu não sou uma pessoa forte e racional, muito pelo contrário. eu pertenço mais às estrelas do que ao chão firme, e pertenço mais à você em um milésimo de segundo do que em nove meses ao ventre que me concebeu.
questionei o 'sem sentido' pra descobri que o sentido de tudo é que cada ação nos leva a outra, e se o que estava 'certo' não funcionasse de determinada maneira, talvez não nos levasse à verdadeira solução do que se desse errado por outro caminho. questão de evolução.
entenda que ao meu ver, existe um por quê maravilhoso por detrás de tudo isso. de haver tanta distância estrategicamente planejada pra não doer, mesmo sorrindo e sangrando, e sabendo que o jogo já estava perdido desde o apito inicial. todos estamos suscetíveis a isso, é o preço de cada escolha.
em meu ponto de vista não existem estratégias 100% confiáveis, nem ciência perfeita ou crenças inabaláveis. mas sim forças por detrás de cada uma delas. é isso que move cada um desses jogos, a tolerância que depositamos em nós mesmos na busca de nossa identidade. os perdidos encontram os que nunca precisaram se perder pra se encontrar, porque o amor não se trata de conversão e vice versa.
as crianças se dirigem à janela da escola e por lá testemunham crimes, ofensas e guerras psicológicas. vêem os pais se traindo, os professores mentindo e os colegas se defendendo. existe caos em cada um.
mas cada colherada dessa tortura leva um pouco de esperança, pois somente ela alimenta a dor pelos dois lados que a tristeza não alcança. dói mais esperar pra algo acontecer do que já ter certeza de que não vai. fé é opcional. mas o destino que alguns atacam e outros puxam o saco, é o mesmo que tolera cada acontecimento desses que não entendo, para que os envolvidos possam evoluir. nem todos aprendem, imagine eu..
mas cada colherada dessa tortura leva um pouco de esperança, pois somente ela alimenta a dor pelos dois lados que a tristeza não alcança. dói mais esperar pra algo acontecer do que já ter certeza de que não vai. fé é opcional. mas o destino que alguns atacam e outros puxam o saco, é o mesmo que tolera cada acontecimento desses que não entendo, para que os envolvidos possam evoluir. nem todos aprendem, imagine eu..
eu sou apenas uma dessas crianças perplexas pela janela, vendo o mundo lá fora corromper a tudo e todos, então te vejo passar por um desses jardins e vou à sua busca, mesmo sem saber quanto tempo levaria pra te encontrar sem precisar correr, sem tempo, sem pressa, sem água suja pra nadar.
você esteve lá o tempo todo, lendo a minha carta muito tempo antes mesmo dela ser escrita. e se o resto do mundo não entende isso e continua sendo o mesmo teatro de tragicomédia, aprendi a real beleza de chegar até aqui e perceber que cada palavra minha chegará até você porque simplesmente havia de ser. e ponto.
