destino, poesia, boemia, mente aberta, cultura punk & skinhead, paixão pelo SPFC e ódio à flor da pele...
love kills?
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domingo, 30 de outubro de 2011
o reencontro
te dei muito mais do que eu podia e ainda não recebi retorno. nesta altura do campeonato não me restarão muito mais do que pedidos de desculpa em tom de constrangimento e brincadeirinhas chulas pra amenizar a tensão.
em um desses encontros por acaso, talvez você me mostre sua lista de compras ou detalhe acontecimentos exageradamente felizes da sua última viagem. talvez me apresente uma amiga mais ou menos bonitinha e se esforce pra que eu sinta uma pontada de ciúme. e assim, talvez, apenas talvez eu me controle pra não quebrar sua cara e deixar um bilhete irônico com o dinheiro do analgésico enquanto piso em sua cabeça (sorrindo).
me desculpe se pareço indiferente ou mesmo enojada ao revê-lo, mas é que tudo que me fez ainda dói, e seria muito descaramento da minha parte desperdiçar um momento como esse te abraçando ou encenando sorrisos efusivos.
naqueles nossos últimos dias, te pedi pra que me batesse forte, depois me arrebentasse com palavras rudes pra que ferisse bem fundo e eu lembrasse daquela dor cada vez que olhasse a cicatriz. mas você preferiu me machucar em parcelas, prestações demoradas e palavras indigestas, dessas que fazem perder o sono e fazer da pessoa mais segura do mundo totalmente diminuída.
eu não te perdoei pelo que fazia há meses atrás e nem vou perdoá-lo porque meu estoque de santidade se esgotou no mesmo dia em que te rejeitei e morri por dentro. você me fez sentir amor ao avesso. quantas e quantas noites me peguei pensando: 'será que estou pagando por todo o mal que já causei?' e soletrei teu nome como mandinga pra te esquecer. em vão.
- o que eu posso fazer pra mudar as coisas?
- não é o que você pode fazer agora. é o que você já fez e não deveria ter feito.
