love kills?

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domingo, 9 de outubro de 2011

a reconciliação


é madrugada, estou de porre, e nem abra a boca pra criticar pois somente os melhores porres nos dão coragem pra fazer o que o coração manda e o resto não deixa.
eu vim aqui até a sua porta nesse bafo de conhaque só pra praticar meu masoquismo, olhar bem no seu rosto e dar aquele alô que você certamente vai rir e depois corar. e vim dizer também que não é tarde demais pra recomeçar aquele barraco que chamávamos de namoro e partimos para um nível mais elevado, sabe, como as pessoas normais tentam fazer e até fingem bem que dá certo.que tal?
o que não dá é eu continuar fingindo que esses poemas que você posta com as nossas frases e programas não são pra mim. que quando o telefone toca não é você querendo saber se eu saí de casa, e que de vez em quando não é você que estaciona perto do meu trampo querendo me dizer algo que acaba desistindo perto da hora em que vou sair. enfim, tudo que eu finjo muito mal que nada sei, unicamente pra honrar o seu orgulho bobo.
e não lhe culpo pelas atitudes patéticas, de certa forma sou responsável pelos piores desastres entre nós. e nunca julguei suas tarjas pretas nem suas tentativas de me enciumar (todas em vão, não querendo te frustrar). na verdade até acho um charme ímpar, essa sua mania de me testar minuto a minuto. como me disse da última vez, nosso relógio sempre quebra mas somente nós mesmos podemos consertar, mais ninguém <3
então eu vim te dar aquele abraço que só você sabe e dizer que te espero mais tarde, na nossa cama que anda tão só ultimamente. prepararemos os cigarros e os filmes de sempre. e prometo que será cada dia como o primeiro e último, as mesmas guerras, as mesmas virtudes, as mesmas palavras doces e sinceras que somente você me sabe arrancar. te dedico minha melhor parte, sóbria e completamente bêbada, em seu nome e nada mais.
e assim será até a próxima briga, que convenhamos, em determinados momentos é o que mal podemos esperar.