de onde eu vim todos correm o tempo todo, luta diária contra um tempo invencível. nunca fui apegada à casos de família e acredite, isso é herança genética. tudo que aprendi foi na rua, e se eu disser que não foi divertido seria uma mentira descarada. não troco minha história pela de ninguém. é assim que aprendi a engatinhar, no rolê, em bancas totalmente diferentes, seja na Paulistona ou em Taguá. foram mundos que me pegaram no colo e não me desfaço desse vínculo por nada. há quem me chame de nazi e eu caio na gargalhada. não me orgulho nem envergonho de cada experiência, namoro, círculo de amizade ou loucurinhas cometidas, pois todas me ensinaram a engatinhar.
tudo traz seu ensinamento, nem que seja só pra se ter certeza de que não vale a pena. cada fim de um ciclo é como morrer de olhos abertos. é preciso superar as perdas já preparado pro que vem pela frente. tenho pena desse pessoal que chora as mágoas por dentro e desconta suas frustrações nos outros pra parecer forte por fora. patético. e não sou boazinha ao ponto de orar por eles, eu só quero distância.
mau humor não me contamina. arrogância não me atrai. ego e inveja só atingem quem os contrata. eu não. nem ligo. não sirvo de exemplo pra ninguém, mas cheguei ao ponto de ter certeza de sou o melhor exemplo pra mim mesma, e é só isso que importa.

