love kills?

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terça-feira, 20 de setembro de 2011

paguei caro pela má reputação
então nem ouse criticá-la

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

borrões


é que cair é uma arte que eu domino muito bem. ralo o joelho e dou risada da cicatriz, até o passar do tempo me fazer esquecê-la. é que um dia vou olhar pra todas elas e distribuir os mesmos sorrisos que dei anos atrás. essa é a verdadeira beleza que aprecio.
é que as belezas extraordinárias nunca me interessaram... barrigas de tanquinho, sorrisos perfeitamente brancos, longos cabelos louros e lisos, músculos perfeitamente alinhados, olhos azuis e medidas masculinas que agradam revistas gays e ratos de academia, à mim não...
eu gosto mesmo é daquele ar cansado de quem virou a noite na boemia. eu gosto é das belezas bizarras, cabeças raspadas, coturnos gastos, tatuagens estranhas, olheiras que falam por si só... e claro, cicatrizes dessas que coleciono...
existem pessoas que subornam o espelho pra não chorar diante deles. sorte delas que espelhos não mostram a parte de dentro!
elas são borrões 'bonitos' dessa sociedade que vende a alma pra mostrar uma perfeição que um dia o tempo tira e não há como lutar contra. corpo, corpo, corpo, é só disso que falam, é só isso que mostram. 
ninguém conhece ninguém, não sentem absolutamente nada e nem mostram a que veio. apenas o que compram e o que tentam ser. eles são borrões dos quais orgulhosamente, tenho alegria em não fazer parte.
se a tal beleza admirada é baseada nos mais 'belos' que vemos por aí, agradeço aos céus por ser feia, muito feia. sou apenas um borrão de mim mesma, e não inspirada nos outros.

domingo, 18 de setembro de 2011

o segredo de setembro


eu criei raízes que ultrapassaram minha estrutura
foi aí que descobri que até nossos sonhos podem atropelar a gente
amar demais,
falar demais,
sorrir demais,
foi tudo que me distraiu pelo caminho
como aquelas árvores bonitas que só as viagens de carro conhecem


não pense que me arrependo de cada tropeço que me trouxe até aqui
foram somente eles que me ensinaram a ser atropelada mil vezes
até atingir essa forma de folha de papel
que hoje serve como papel de carta
para todas as cartas de amor que eu puder te escrever.


sábado, 17 de setembro de 2011

Com que cor os cegos descrevem o céu?


a existência ou inexistência de Deus
às vezes a lógica, mãe severa da razão, serve apenas como uma desculpa desesperada para negar os milagres inexplicáveis. eu não, sou feliz perdida nas dúvidas, apaixonada pelo que ninguém dito 'são' acredita. é o amor que poucos sentem e preferem esconder a beleza que nele existe, pois a qualquer momento sua luz pode ser roubada e torturada para não incomodar os que preferem a penumbra. como as ideias mais fáceis de contestar. respostas rápidas que explicam, explicam, explicam e nunca chegam a lugar nenhum. questionamentos não tiram o invisível de sua posição. adotei o meu Deus e Ele não tem religião. é a música sem notas que transforma paredes brancas em manchas de tinta, marcas de mãos, corações com flechas. poesias que superam qualquer salmo. a alma eterna que questiona sem provocar.
com que cor os cegos descrevem o céu?

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

o caos


domestiquei meu caos porque não quero dar motivos para dedos em direção à minha cara. não existe poeira debaixo do meu tapete porque nunca escondi meus podres, eles estão todos aí, bêbados e apaixonados diante de teus olhos. e se ninguém me crucificou por isso antes, não será agora! não confie na minha calma quando eu parecer não ligar, pois existe em mim uma fúria covarde que procuro manter dopada a maior parte do tempo. eu fumo paz e trago delírios. existem forças tão insanas que um dia te pegam no colo e te arrastam do céu ao inferno num piscar de olhos, e entre o ódio e o amor, não é difícil perceber qual dos dois eu escolhi. quem diria, veja só, enquanto eu brigo por amor, vocês brigam por ego. o poeta estava errado, a carência é o mal do século.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

a salvação


eu desisti dessa salvação ideal que a felicidade promete e vende em 10x sem juros. é o tipo de dívida que você paga a vida inteira e herda a sensação de nunca ter sequer aproveitado o produto. dou risada dessa corrida concorrida entre pessoas que fazem tudo pra se diferenciar e no fundo continuam tão iguais aos mesmos que tanto debocham. cansei dessas pérolas cinzentas que todos enxergam colorido mas não passam de anilina. purpurina e maquiagem, massa muscular artificial. alegrias exageradamente insanas que só existem depois do décimo gole.. fingimentos, elogios, tapinhas nas costas que mais tarde viram fofoca sem procedência. inveja é um torpedo daqueles que levantam poeira pra ninguém nunca saber de onde veio. os mesmos que te cercam podem ser os mesmos que te crucificam. é por isso que posso ter pé por todo lado mas meu ninho foi sempre o mesmo. amigos contados nos dedos. e o melhor cuidado que podemos ter conosco é preservar os poucos que estão ao nosso lado quando a casa cai. a minha nem foi construída ainda, está sempre em andamento. única certeza é que nela, poucos entrarão.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

as metades


e tendo por fim, cada lembrança tua mais viva em mim do que as minhas próprias, me regozijo enfim, sabendo que cada beijo será o primeiro até perder as contas, e se eu desencarnasse hoje mesmo iria com sorriso no rosto, lhe soprando os melhores ventos para uma direção feliz. e quanto tempo será que demora pra gente aprender que o amor de verdade não prende e não cria ódio? que o melhor de nós está guardado em todos os lados, e por onde quer que eu vá sempre te levarei no peito, à espera do próximo encontro. sua metade tão diferente de mim, me fazendo quem diria, ser somente agora
eu mesma,
contigo, 
aqui.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Marmita


gostar de você é como afiar uma faca e molhar a ponta no mel
depois saborear cada ferida que ela me proporciona

quando você me olha é como se me tocasse com violência
aprecio sua intenção e diante disso,
tentei aprender o que apenas as meretrizes sabem
sorrindo sem dor e guardando o rancor pro jantar com as amigas

não se engane com meus recados subliminares
nem com as frases que deixo rolar pelo ar
não perca seu tempo imaginando que sofro
pois sua ausência para mim, é um alívio e nada mais

eu gosto daquilo que você era antes
um doce torpedo que me devorava com doçura
e se ele voltar, por favor me avise
será de grande prazer dizer NÃO aos dois

depois de um certo tempo sua máscara caiu
a minha, por sua vez, sempre esteve ao chão
nenhuma opção me restava, a não ser deixá-lo lá

não me odeie, me agradeça!
pois com ninguém permiti chegar ao ponto em que chegamos
numa relação que começa quente e termina no Ártico

querendo ou não você me ensinou
abusando da didática que só se aplica aos fracos
que romance nenhum sobrevive ao dia a dia
e os que sobrevivem na verdade apenas se aturam
me agradeça por não nos deixar passar por isso

amar por conveniência, marmita de meia noite
amores que azedam e são digeridos do mesmo jeito..
salvei nossa história

alimente sua raiva e seu dissabor por mim
com a mesma sabedoria que um dia me encantou
e me fez despertar ao seu lado

o cupido nos deu as costas e fez sinal obsceno
é o que nos restou

não é que eu não queira mais amar
só não quero mais do seu amor

(11/10)

domingo, 11 de setembro de 2011

anís


o tom perolado não ameniza o encardido do tempo
e o perfume barato não disfarça a naftalina vencida
da janela empoeirada ela contempla sua rua
unhas feitas, penteado novo, e ninguém no portão para lhe esperar
se imaginando numa volta ao tempo que só existe em delírios
talvez seja efeito dos comprimidos ou maluquice natural
e lá se vem um giro de dez anos atrás
um encontro imprevisível e bizarro como o acaso
um funeral, um esbarrão e uma troca de olhar
um convite para um café com sabor de terceiras intenções
e o copo permanece na mesa
autodidata, aprendeu a não evaporar seu conteúdo
o vestido ainda é o mesmo
retalhos cor de licor de anis
luta pra entrar naquele corpo que já não colabora mais
e cada dia é uma luta contra a realidade
ela acorda e desmaia com a figura do ilustre desconhecido
tem gente que nasce pra sofrer
e se orgulha de estragar tudo na melhor parte
nenhum final tem a classe do começo
alguém sempre sai machucado
certos traumas não se apagam com porres
e o sabor do licor se perdeu no tempo
ela já não sai do quarto, sanatório improvisado
só mais uma dose, por favor
pra incentivar a dor
e estimular o que se foi
a voltar pra onde tudo começou

sábado, 10 de setembro de 2011

iguais na diferença




personalidade ou pura estética
qual a lógica em ser igual nas diferenças?


mais um rabisco no corpo que se torna número primo
marcado como os anos que se congelam na prisão
paredes velhas, contrastando com almas novas
cheirando a carne fresca
absorvendo o bem e o mal,
o eterno clima de competição
é a linha tênue entre a baixaria e a evolução
eles te olham de baixo pra cima
medindo suas atitudes como exercício de respiração
todos cuidando de suas vidinhas inúteis e medíocres
profetizando o caos óbvio que se antecipa
por pura educação
você não precisa de armas,
mesmo enfrentando um complô humano
seu escudo se chama FÉ
a força que te habita é grandiosa como poucos
desencadeando no horror que desperta nos outros
o encanto verdadeiro que a vida é
sabedoria em cores que se transforma em remédio
desenhando na carne
pele e arte, espetáculo de tortura e previsão
a prova de que o exterior é reflexo
anunciando verdades inconfessáveis
de dentro pra fora como se a alma gritasse por perdão


(ago_2009)

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

juras


eu te dedicaria todos os contos e romances mais patéticos que posso escrever
e desenharia teu rabisco até a mão sangrar
pra provar que juras são somente juras, eu sei
mas as minhas, que nunca são ditas a ninguém, quando soltas são pra valer


 pra te dizer
(que ao meu ver
é o mesmo que gritar ao mundo)
mas quem disse que eu ligo pro mundo?
o que me importa é você..


e te dizer que a partir de agora eu só fico com outra pessoa
se a outra pessoa for você

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

as crias


parte um
eu peço vodca porque não tenho peito de encarar a cachaça. mas nunca tive medo de bar. nem de botar pra fora o que já nem entrava mais, nem da ressaca do dia seguinte, da boca seca, do estômago revirado, do analgésico que nunca funciona. as ruas andam em preto e branco ultimamente. jogo um casaco grosso por cima e ando fumando, fazendo fumaça cinza no preto e branco do ar. ninguém me vê. ou será que sou eu que não vejo ninguém?
parte dois
inútil feito relógio parado, todo mundo se sente assim alguma vez na vida. tem dias que me sinto pagando pecados que já foram pagos. e sei que foi escolha própria enxergar o mundo feito borrão só pra fugir das responsabilidades de quem tem que andar de olhar atento. sim, são erros meus, somente meus, são minhas crias, que nunca abandonei! erros são tatuagens que poucos podem interpretar. e que fique claro, não fiz pra ninguém julgar se gosta ou não.
parte três
reparei numa mancha de vinho em uma roupa que uso sempre. várias lavagens, nunca saiu. e como raios deixei chegar a esse ponto sem perceber??? é exatamente assim que me sentia quando olhava pro espelho e via a cara borrada, bafo de cachaça e risadas vindas da sala. eu estava ali, ao menos meu corpo estava, meio danificado é claro, mas o coração não. o coração é o órgão mais fujão do meu corpo, se escondeu a vida inteira pra não correr o risco de eu entregá-lo a qualquer um. diga-se de passagem, fez um ótimo trabalho.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

7 de setembro


Uma história regada a sangue, trapaças e lutas, como a humanidade é bem acostumada a testemunhar.
Avanços só serão alcançados quando a mentalidade geral evoluir junto.
É fácil reclamar diante da TV ligada o dia todo. É fácil também vandalizar pelas ruas que são mantidas graças aos impostos que são pagos todo santo mês. É fácil reivindicar educação e transferir toda a responsabilidade da educação dos filhos para a escola.
É fácil manter o pensamento de grupo baseado em esquerdismos óbvios que camuflam um passado e presente que oprime a democracia. É sim, muito fácil mesmo aceitar que movimentos sem terra invadam propriedades privadas como se tivessem algum direito ao que foi conquistado por quem trabalhou muito um dia para obter tais propriedades. Fácil colocar toda a responsabilidade no Capitalismo como se fosse o vilão da história.
Fácil demais financiar a violência  usando produtos ilícitos e depois fazer passeatas de branco exigindo paz.
Acorda, Brasil!
Protestos à base de transgressão, violência e libertinagem nunca foram e nunca serão a solução!
Independência é o caminho que ainda não conhecemos, mas nunca é tarde pra conseguir.
Um dia, quem sabe...

terça-feira, 6 de setembro de 2011

existia uma garota na sacada,

e ela lutava contra uma vontade sobre humana de acender dois cigarros de uma só vez. e ela olhava em volta e percebia que não estava na sacada coisa nenhuma, tampouco num telhado ou no alto de um prédio em que um grupo de imbecis lá embaixo gritaria 'Pula! Pula!'. ela permanecia mesmo era na porta de casa, percebendo que discussões de parentes invadiam de leve o seu fone de ouvido. era a mesma coisa de estar sozinha num apartamento quente e minúsculo, mas quer saber? tanto faz, afinal tudo em volta vira jaula quando procuramos uma liberdade que não existe. as horas pareciam não passar. vez ou outra um gato ou cachorro circulava pela rua, ela chamava estalando os dedos e eles nunca iam até ela. naquela tarde estranha o celular não tocou, e também, se tocasse seria engano. e ela que um dia foi uma espécie de modelo de transgressão no mínimo divertida, se transformou numa imagem ridícula e romântica que dorme no sofá da sala assistindo filme cult. e sonha acordada. e ora por pessoas que nem acreditam em oração. e ela nunca mais tomou comprimidos que servem pra te fazer tirar a roupa ao invés de dormir. nunca mais saiu furando pneus ou protagonizando bafons desses em que os amigos não esquecem jamais. então ela abriu a geladeira na esperança de breja mas só tinha fanta uva. e quando ia passar shampoo no banho, a energia acabou 'tudo bem, água gelada refresca as ideias'. único refresco foi o resfriado instantâneo. e ela voltou pra calçada de casa e viu que naquela noite não tinha estrela, e que os parentes continuavam brigando lá dentro, e que o dia passou sem o cuidado gostoso de ter sido observado,
fotografado com os olhos.
é por que a garota sabe mas finge muito bem que não, que quando nos perdemos em devaneios preocupados com as responsabilidades do destino, e não nossas, perdemos chances tão bonitas como passar um dia ao ar livre escutando vozes e vendo crianças brincando,
mas olhamos o mundo a nossa frente e não enxergamos nada.
bem que se poderia pensar que essa garota seja eu mesma, mas o fato é que Não. ela é muito maior do que eu!  ela é o band aid que se arranca de uma vez. meio ferida, meio alívio.
menos meio amor por tudo. e tudo menos amor ao meio!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011


eu não sei o que o resto do mundo sente mas posso falar por mim
é raro me sentir assim
como você me faz sentir
meio certo, meio errado
as linhas tortas que tinham de ser escritas
unicamente
por nós.

domingo, 4 de setembro de 2011

as palavras


ainda não inventaram as palavras certas que se apliquem à sensação de quando você está perto,
tampouco outras que descrevam quando está longe
existe uma parte sua em mim que não pode ser devolvida
e não importa o que aconteça, ela permanecerá aqui, intacta e inalcançável
memórias constróem histórias por si só
assim como conversas fiadas que duram uma noite inteira
assim como algo me faz sorrir só por você estar ali.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

anular o fim



Você se vê do alto do prédio
refletido em uma janela mal lavada
e uma cidade estranha de cenário lá fora
tudo que é muito arrumado lhe traz sensação de vazio
como falsidade maquiada
não é que esteja feliz por ter encontrado o que buscava
é a sensação boa da busca nunca ter um ponto final


a sua mesa está sempre bagunçada
tudo que você procura nem sempre está ao seu alcance
mas você consegue chegar lá
com certa dose de sarcasmo e a sorte financiada sem juros


você percebeu que passou muito tempo falando demais sobre si mesmo
e quantas coisas perdeu por não dar valor ao que estava bem ali
ao seu lado
entregue aos seus pés
e que perdeu a graça junto com o tempo desperdiçado


nem sempre o que vem fácil vai fácil
certos erros perduram e te vencem pelo cansaço
amores fracos, sonhos enterrados
mas a roda girou
e você já não é mais escravo da própria dor


todo feitiço tem sua hora exata de surtir efeito
lhe veio uma onda de luz
um raio de sol
espécie de droga alternativa
lhe fez sentir novamente o chão
como se estivesse descalço usando botas de combate


um romantismo absurdo que não dá vergonha em anunciar
que revela a sede de mostrar ao mundo
o tanto que você é grande por não saber nem quem é
e o quanto era pequeno antes,
quando achava que sabia de tudo


o segredo é apaixonar-se por si mesmo
decifrar o Universo que existe em ti
sentimento transformado em energia
que se transmite a poucos


parabéns, você encontrou o abismo
e fez dele seu ponto de luz
sem eira bem beira
começo que te permite anular o fim

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

não existe leveza em sentir


Noites mal dormidas, letras de músicas que condizem cruelmente com o Destino, comida que perde o gosto, felicidade eterna ou sensação de morte lenta que apenas uma ligação consegue gerar. Não existe 'leveza' em sentir. É o preço que se paga.

- Me limito a partir do momento em que o coração quer dar passos mais longos que o cérebro não permite.


É quando todas as paredes parecem sussurrar:
'Quando foi que a gente se perdeu?'

Você já sentiu algo parecido com isso?
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