domestiquei meu caos porque não quero dar motivos para dedos em direção à minha cara. não existe poeira debaixo do meu tapete porque nunca escondi meus podres, eles estão todos aí, bêbados e apaixonados diante de teus olhos. e se ninguém me crucificou por isso antes, não será agora! não confie na minha calma quando eu parecer não ligar, pois existe em mim uma fúria covarde que procuro manter dopada a maior parte do tempo. eu fumo paz e trago delírios. existem forças tão insanas que um dia te pegam no colo e te arrastam do céu ao inferno num piscar de olhos, e entre o ódio e o amor, não é difícil perceber qual dos dois eu escolhi. quem diria, veja só, enquanto eu brigo por amor, vocês brigam por ego. o poeta estava errado, a carência é o mal do século.