destino, poesia, boemia, mente aberta, cultura punk & skinhead, paixão pelo SPFC e ódio à flor da pele...
love kills?
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011
anular o fim
Você se vê do alto do prédio
refletido em uma janela mal lavada
e uma cidade estranha de cenário lá fora
tudo que é muito arrumado lhe traz sensação de vazio
como falsidade maquiada
não é que esteja feliz por ter encontrado o que buscava
é a sensação boa da busca nunca ter um ponto final
a sua mesa está sempre bagunçada
tudo que você procura nem sempre está ao seu alcance
mas você consegue chegar lá
com certa dose de sarcasmo e a sorte financiada sem juros
você percebeu que passou muito tempo falando demais sobre si mesmo
e quantas coisas perdeu por não dar valor ao que estava bem ali
ao seu lado
entregue aos seus pés
e que perdeu a graça junto com o tempo desperdiçado
nem sempre o que vem fácil vai fácil
certos erros perduram e te vencem pelo cansaço
amores fracos, sonhos enterrados
mas a roda girou
e você já não é mais escravo da própria dor
todo feitiço tem sua hora exata de surtir efeito
lhe veio uma onda de luz
um raio de sol
espécie de droga alternativa
lhe fez sentir novamente o chão
como se estivesse descalço usando botas de combate
um romantismo absurdo que não dá vergonha em anunciar
que revela a sede de mostrar ao mundo
o tanto que você é grande por não saber nem quem é
e o quanto era pequeno antes,
quando achava que sabia de tudo
o segredo é apaixonar-se por si mesmo
decifrar o Universo que existe em ti
sentimento transformado em energia
que se transmite a poucos
parabéns, você encontrou o abismo
e fez dele seu ponto de luz
sem eira bem beira
começo que te permite anular o fim
